Meus irmãos, durante os dois últimos domingos temos nos debruçado sobre o desastre que o pecado causou na humanidade. Desde Adão, nossa rebeldia contra o Criador nos tem tornado insuportáveis diante Dele.
A santidade de Deus não pode conviver pacificamente com nossa constante afronta ao Seu caráter. Nossa permanente negação em confiar no Seu amor, na sua soberania, na sua bondade, na sua justiça e na sua infinita superioridade nos mantém separados de Deus e é uma declaração aberta de que não queremos permanecer em Sua companhia. É assim que se encontra toda a raça humana.
Ao nos criar livres para decidir e responsáveis por nossas decisões, o Senhor, em sua justiça, não pode livrar-nos da conseqüência do nosso pecado.
(17) mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:17)
A justiça de Deus precisa ser satisfeita. A lógica divina de causa e efeito em relação a pecado não pode ser contrariada; caso contrário, as palavras ditas pelo próprio Deus perderiam sua integridade. Como confiar em um Deus que não é fiel a si mesmo?
(10) como está escrito: Não há justo, nem um sequer, Romanos 3:11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; (12) todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (13) A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, (14) a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; (15) são os seus pés velozes para derramar sangue, (16) nos seus caminhos, há destruição e miséria; (17) desconheceram o caminho da paz. (18) Não há temor de Deus diante de seus olhos. (Romanos 3:10-18)
Enquanto você não compreender a destruição do pecado, enquanto você não bater sinceramente no peito e sentir a dor da sua ofensa contra Deus, enquanto você não lamentar profundamente pela sua vida vivida de costas para Deus, a Cruz não fará sentido para você e o pode que há nela nenhuma diferença fará na sua vida.
Não adianta corrermos para o perdão, se acharmos que o nosso problema são apenas alguns deslizes sem muita importância, porque afinal somos boas pessoas. Nossa doença é para morte, não estamos apenas resfriados.
Mas se compreendermos nosso estado moribundo, de inimizade contra o Criador do Universo, estaremos prontos para considerar a boa notícia de que Deus não nos deseja mal. Ainda que não possa conviver com o pecado, Ele nos ama e deseja que nós estejamos com Ele. Por isso providenciou, Ele mesmo, uma maneira de satisfazer a Sua justiça.