Êxodo 14.15
“Disse
o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem“.
“Quer nas lutas, quer nas provas, a Igreja sempre caminhando”,
são palavras de um coro que a Igreja sempre cantou. Estamos em tempo de marcha,
não podemos parar, não temos aqui lugar de descanso, somos peregrinos,
viajores, estamos marchando em busca da cidade que há de vir. A nossa pátria
está no céu. Fomos chamados, como Israel, para marchar.
O texto de Êxodo se refere ao momento histórico da vida de
Israel em busca da terra de Canaã. O primeiro obstáculo foi o Mar Vermelho.
Como atravessá-lo? Tudo o que Moisés fez foi clamar ao Senhor, e a resposta foi
essa: “dize a Israel que marche.” (Êxodo 14.15b).
Vamos considerar alguns aspectos dessa marcha que podem servir de lições para
nós:
Marchem na minha presença.
O Senhor ia adiante
deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante
a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia
e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a
coluna de fogo durante a noite (Êxodo 13.21-22). Tanto a nuvem como a
coluna de fogo simbolizavam a presença de Deus com o seu povo. Lendo Êxodo
33.14 encontramos essas palavras: Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu
te darei descanso. Nessa marcha podemos contar com a presença amiga, inspiradora,
encorajadora daquele que disse: Eis que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos (Mateus 28.20).
Marchem na minha
dependência.
Nada melhor do que dependermos de Deus na caminhada, pois é ele
quem cuida de nós. Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o
Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos. Nunca envelheceu a
tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos (Deuteronômio
8.2-4).
Quem mandou o maná, as codornizes, a água da rocha? O Salmo 105.37 diz: Então, fez sair o
seu povo, com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia um só inválido. Isso é milagre e
provisão! Atentemos para esse texto: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem
sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles (Lucas 22.35). Vale a pena depender
de Deus! Os recursos, a provisão, virão dele. Ele é o Jeová Jireh, o Senhor
proverá (Gênesis 22.7-8).
Marchem com fé.
Um hino do hinário diz: “pela fé avistamos além uma terra que
brilha em fulgor…” Somos os caminhantes que demandam a Terra. Parece que a
nossa Canaã está tão distante, mas quando olhamos para Deus, ele nos diz: Fortalecei as mãos
frouxas e firmai os joelhos vacilantes (Isaías 35.3). Ainda há muita terra
para ser conquistada. Disse Josué aos filhos de Israel: Até quando sereis
remissos em passardes para possuir a terra que o Senhor, Deus de vossos pais,
vos deu? (Josué 18.3). Creio que ainda há muitas almas perdidas, menores
marginalizados, pecadores nas trevas. Multidões estão no vale da decisão. Quem
irá falar do amor de Deus para essas pessoas? Creio que, pela fé, já podemos
avistar a terra.
Quero deixar com a Igreja esse testemunho de Martin Luther King
Junior: “Bem, não sei o que vai acontecer comigo agora; temos dias difíceis
pela frente. Mas, para mim, realmente não importa, porque eu cheguei ao topo da
montanha. E não me importo. Como todo mundo, eu gostaria de ter uma longa vida
– a longevidade tem sua importância. Mas, não estou preocupado com isso agora.
Quero apenas fazer a vontade de Deus. E Ele me permitiu subir ao topo da
montanha. E de lá de cima eu vi a Terra Prometida. Posso não chegar lá com
vocês. Mas, esta noite quero que saibam, que nós, como um povo, chegaremos à
Terra Prometida. E estou feliz esta noite. Não me preocupo com coisa alguma.
Não tenho medo de homem algum. Meus olhos viram a glória da vinda do Senhor.”
Deus nos ajude a marcharmos na presença dele, na dependência
dele e pela fé nele. Amém!
Autor: Rev. Messias Anacleto Rosa